17 de jul. de 2009

10 lições sobre usabilidade

Artigo original no do Canal de Usabilidade do Imasters - Por Marcio Bastos

10 lições de usabilidade

Várias pessoas, na comunidade de usabilidade, dizem que o livro "Não me faça pensar uma abordagem do bom senso à usabilidade na web", de Steve Krug, é uma Bíblia da Usabilidade para as "pessoas comuns". Ele explica, de forma breve e concisa, tudo o que se precisa saber sobre os conceitos iniciais de usabilidade na web. Para avançados, é uma ótima oportunidade para relembrar e refrescar a memória.

O site UX Booth está no ar há mais de meio ano, e quando começou eu era considerado o "homem comum" do grupo. Depois de me aprofundar nos conceitos de usabilidade e levar isso a sério, eu li novamente o livro de Krug e destaquei o que considero ser os melhores insights e pensamentos desse livro.

Eu realmente recomendo que você leia o livro, se tiver chance, mas aqui vão algumas coisas para você ir pensando enquanto isso. Algumas são simples e diretas, mas vale a pena relembrar; outras são apenas boas frases; e outras farão você realmente pensar.

As lições

1. Usabilidade é...

Usabilidade significa ter certeza de que algo funciona bem, e que uma pessoa com habilidade ou experiência média poderá utilizar o site atendendo seus propósitos, sem ficar frustrada.

2. Aplicações Web deveriam ser auto-explicativas

O mais humanamente possível, quando você olha para um site ele deve ser evidente. Óbvio. Auto-explicativo.

3. Não me faça pensar

Via de regra, as pessoas não gostam de quebrar a cabeça tentando entender como fazer algo. Se quem fez o site não liga para fazer as coisas óbvias, isso pode acabar com a confiança do próprio site e de seus publicadores.

4. Não me faça perder tempo

Muito do uso da internet é motivado pelo desejo de poupar tempo. Como resultado, usuários acabam agindo como tubarões: eles precisam continuar em movimento ou morrerão.

5. Usuários ainda se apegam ao botão "voltar"

Não há, realmente, uma penalidade por se adivinhar errado. Diferentemente do trabalho de um bombeiro ao combater um incêndio, a penalidade por se adivinhar errado em um site é há apenas um ou dois cliques no botão de "voltar". Ele é uma das coisas mais utilizadas nos navegadores...

6. Somos criaturas de hábitos

Se encontramos algo que funciona, nos agarramos nisso. Uma vez que nos deparamos com uma situação que funciona, ainda que de forma bem ruim, nossa tendência é não olhar para nenhum outro caminho, mesmo que existam melhores. Usaremos formas melhores de navegar se esbarrarmos em alguma, mas raramente procuramos por isso.

7. Sem tempo para conversa fiada

Conversa fiada é como a entrada em um jantar: pouco ou nenhum conteúdo, basicamente para socializar. Mas a maioria dos usuários web não têm tempo para isso. Eles querem ir direto ao prato principal. Você pode e deve! eliminar as entradas (e conversinhas e enfeites e todo o blá blá blá) o máximo possível.

8. Não perca a busca

Algumas pessoas, usuários com algum domínio em sistemas de busca, irão quase sempre procurar uma caixa de busca ao acessar um site. Provavelmente são as mesmas pessoas que procuram o vendedor mais próximo ao entrar em uma loja.

9. Temos mapas mentais

Quando queremos voltar em alguma coisa em um determinado site, ao invés de responder a um tipo de sensor físico sobre onde isso está, temos que lembrar onde o que queremos está, dentro de uma hierarquia conceitual, e então refazer nossos passos.

10. Torne fácil o retorno ao início

Ter um botão à vista, em todos os tempos, dá certeza ao usuário que não importa o quão perdido ele esteja, sempre é possível recomeçar, como clicando num botão de reiniciar ou usando um cartão "saia da cadeia".

Palavras de sabedoria

Quais seriam as suas palavras de sabedoria sobre Usabilidade? Compartilhe nos comentários os melhores livros, autores e idéias que você conhece!

Mercado Digital de Comunicação Corporativa

Segue na íntegra uma entrevista com Flávio Levi publicada no blog da Agência Gaby, de Bélem.

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Com mais de oito anos atuando no mercado de Comunicação Corporativa e Estratégias de Marketing Digital, Flávio Levi tem passagem por empresas como Unibanco, Vésper, Embratel, TIM e agências de Comunicação e de Mobile Marketing. Tem MBA em Planejamento e Gestão de Marketing Digital e atua como consultor. É proprietário dos Blogs www.flaviolevi.com, que aborda temas relacionados ao planejamento de marketing; eflaviolevi.wordpress.com, sobre tecnologia. Em entrevista exclusiva ao Gaby Adivitado, Levi fala sobre os desafios de gerenciar a área de comunicação corporativa, sobre as novas tendências do mercado digital e, também, acerca do trabalho em conjunto do marketing com o setor de comunicação corporativa. Confira.

É natural e comum ouvir os profissionais de comunicação falando em comunicação empresarial, corporativa e integrada. Qual a grande diferença entre esses tipos de comunicação?

Comunicação empresarial ou corporativa é a mesma coisa. Elas se referem ao comitê ou departamento responsável por gerir toda a comunicação com a empresa: publicação de press-releases, alinhamento das informações divulgadas no site, geração de conteúdo para as ferramentas de social media, validação da correta aplicação da marca. Em resumo, é o departamento que zela pela boa imagem da empresa e que lida com o público.

Comunicação integrada é quando nos referimos ao conjunto de ações e estratégias tomadas para a execução das ações de comunicação da empresa, ou seja, quais ferramentas/meios serão utilizados.

Em que estágio está a comunicação das empresas brasileiras no uso das redes sociais?

Algumas empresas estão desenvolvendo ótimos trabalhos neste setor como, por exemplo, a Nokia, que está presente no Twitter, tem programa de integração com blogueiros e tem uma visão inovadora neste sentido. O submarino também é outro bom exemplo. Eles, hoje, têm promoções exclusivas pelo Twitter.

Muitas empresas ainda estão no básico (facebook, linkedin, orkut) mas já é um começo, enquanto outras ainda não deram atenção a este ponto que, ao meu ver, é fundamental. Quando você demora a participar de uma mudança como esta da inclusão em mídias sociais, seu concorrente pode estar à frente, agregando conhecimento, gerando retorno e rentabilidade para a marca dele. No mundo virtual o tempo é curto, as novidades explodem com muita velocidade.

Qual a melhor maneira de gerenciar a reputação de uma empresa no meio digital?

A idéia de não controlar serve como uma ferramenta de análise e mensuração do branding. Ninguém melhor do que o consumidor para dizer o que pensa e acha de cada marca. Hoje você tem redes sociais como a Drimio (www.drimio.com) que é uma rede Brasileira e voltada às marcas. Nela, tanto os usuários quanto as empresas podem participar, compartilhar informações e criticar, dar sugestões. Além disso, essa ferramenta permite às empresas, como falamos anteriormente, mensurar campanhas, aceitação, etc. e, além disso, mapear também um público utilizador de seus produtos, já que cada usuário pode cadastrar as marcas com as quais se identifica.

Para gerenciar a reputação no meio digital tem que participar, se colocar a disposição dos usuários/clientes para solucionar dúvidas, problemas, falar de novidades, e nada melhor para isso do que todas as ferramentas de social marketing como twitter, blogs, portal da empresa, etc.

Qual o maior erro que uma empresa pode cometer ao gerenciar seu blog corporativo?

Um dos principais erros é tornar o blog uma ferramenta de uma única via, onde apenas a empresa fala. O blog é para falar e ‘ouvir’ também. A empresa deve estar preparada para receber críticas negativas também e saber lidar com elas de forma calma e tranqüila, visto que uma das intenções é tentar trabalhar esta crítica de forma a reverte-la em algo positivo. Jamais alterar, esconder ou apagar comentários, eles estão lá para serem resolvidos e não escondidos.

É preciso manter uma freqüência também. Alguns blogs são iniciados e depois deixados ao abandono, isso não pode acontecer, senão fragiliza a credibilidade e, além da freqüência, escrever numa linguagem simples, sem o ‘corporatives’, de uma forma que gere maior integração com o público.

Na área de relações públicas, de que forma as novas tecnologias têm impactado o setor?

Hoje as informações correm de uma forma muito rápida graças a colaboratividade que predomina a internet. Se hoje acontece um acidente, alguém com certeza estará lá tirando foto com seu celular, postando em tempo real no flickr e divulgando o link para todos os seus amigos e seguidores do Twitter terem acesso.

Idem para informações que possam vazar na empresa. Ou seja, temos informações rápidas, em tempo real, e isso exige um preparo intenso do setor de relações públicas não só no sentido de se precaver em relação a isso, mas também de participar e interagir com essas ferramentas.

Com todas as vantagens da comunicação digital, como ficam os veículos tradicionais de comunicação corporativa, por exemplo, jornal impresso, jornal mural, boletins? Eles tendem a desaparecer ou terão outra vida se aliados aos meios digitais?

Isso varia muito do tipo de empresa e perfil dos funcionários. Uma unidade fabril, por exemplo, tem uma gama de funcionários que não tem acesso a e-mail ou, quando tem, é poucas vezes por semana. Neste caso, é importante ainda trabalhar com algumas formas tradicionais de comunicação como o jornal impresso, mural, boletins, etc. e por isso eu não vejo estas ferramentas desaparecendo a curto ou médio prazo.

Uma ferramenta muito utilizada ainda e com muitas possibilidades de expansão é a intranet, que permite a gestão de documentos, informações, fotos, etc. além de integração com diversas ferramentas e criação de workflows para aprovação, etc.

Você hoje pode ter as ferramentas trabalhando em conjunto, tanto as que atendem ao perfil ‘de fábrica’ atingindo até mesmo os executivos. A partir de uma única fonte de geração de conteúdo você consegue distribuí-lo por diversos meios.

Qual a importância do trabalho em conjunto dos departamentos de marketing e comunicação corporativa?

Marketing e Comunicação Corporativa devem atuar conjuntamente já que uma define a utilização e aplicação da marca e a linguagem e comunicação do conteúdo e a outra define as estratégias do produto/serviço e também tem envolvimento direto com o cliente.

Em muitas empresas estas duas áreas ainda atuam de forma integrada, mas em outras ainda há divergências e disputas que não levam a nada, a não ser a perda de receita. O ideal é o alinhamento, tanto para lançamento de produtos quanto para campanhas, de forma que tudo tenha o apelo correto ao público (marketing) e a informação aplicada de forma correta e de fácil entendimento (comunicação).

Sobre a decisão do STF em extinguir a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista, qual a sua opinião?

Eu vejo isso de forma negativa. Primeiro você tem as faculdades que perderão um curso hoje muito freqüentando, em seguida você tem o aumento na disputa pelas vagas de trabalho. Eu escrevo em um blog, mas não me considero jornalista, não estudei para isso, e com certeza o curso existe porque há o que ser aprendido, há a forma certa de atuar, então quando você extingue a necessidade do diploma, você dá abertura para que qualquer um possa fazer algo que precisa de métodos, técnicas e outras formas que sim, podem ser aprendidas na prática, mas que quando se tem uma base sólida (faculdade) você faz de forma mais correta e ética.

Eu, inclusive, discordo quando o ministro Gilmar Mendes compara a profissão com a de um cozinheiro, que não precisa de diploma para exercer a função. Realmente um cozinheiro não precisa de diploma, mas um chef de cozinha bem instruído, com formação, com cursos na área, com certeza terá destaque e fará pratos únicos e insuperáveis.

*Flávio Levi tem MBA em Planejamento e Gestão de Marketing Digital e atua como consultor nestas áreas. É proprietário dos Blogswww.flaviolevi.com, que aborda temas relacionados ao planejamento de marketing; e flaviolevi.wordpress.com, sobre tecnologia.

 
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